Sepultamento e Enterro: Aprenda as Diferenças Entre Eles!

Sepultamento e Enterro: Aprenda as Diferenças Entre Eles!

Convivemos com sepultamento e enterro há muito tempo. Os primeiros cemitérios foram construídos há, aproximadamente, 8 mil anos. Apesar de existirem rituais para se enterrar os mortos há muito mais tempo. Nossa relação com sepultamento e enterro remonta ao homo habilis, antes mesmo do ser humano se desenvolver completamente.

Essa atenção para com os mortos, por ser tão antiga, se desdobrou em diversos rituais, ao longo do tempo e do globo. E, quando chega a hora de nos despedirmos dos nossos entes queridos, devemos nos decidir como se dará, por exemplo, o sepultamento ou enterro deles. Mas, você conhece a diferença entre sepultamento e enterro?

Para explicar melhor como se dão esses dois processos, vamos detalhar as suas diferenças e, também, onde eles se assemelham. Siga com a gente para conhecer melhor!

O Que É O Enterro?

Vamos começar diferenciando sepultamento e enterro, definindo o primeiro termo. O enterro parece ter uma definição mais simples e genérica. Ele diz respeito ao ato de se enterrar uma pessoa, independente do lugar onde isso seja feito. Entretanto, o enterro também pode indicar o ato de se enterrar alguma coisa.

O termo enterro tem sido pouco utilizado, atualmente, pois carrega toda uma conotação pouco respeitosa. Como se o corpo estivesse sendo, simplesmente, sendo descartado, sem qualquer cerimônia ou rito. Ou esteja sendo posto em local não destinado a isso.

Aliás, o ato de enterrar uma pessoa, fora de um cemitério, é considerado crime, pela lei brasileira. Isso porque, esse tipo de enterro pode ser utilizado para encobrir crimes. Por isso mesmo, que existem cemitérios públicos, fornecidos pelo Estado, para aqueles que não podem pagar por um sepultamento.

Como Se Caracteriza o Sepultamento?

Em nossa missão de diferenciar sepultamento e enterro, vamos para o segundo termo. O sepultamento, como você já deve ter adivinhado, pela definição anterior, envolve muitos outros procedimentos. Sendo o enterro um deles.

Quando usamos a palavra sepultar, estamos indicando que houve toda uma preparação profissional do cadáver para o velório. Essas preparações se destinam a transformar essa despedida, tão dolorosa, em um momento mais acolhedor e reconfortante para os familiares. Assim, a última lembrança do morto será a mais agradável possível.

Em muitas religiões, os ritos funerários, inerentes ao sepultamento e enterro, eram necessários para que a pessoa falecida atingisse a paz eterna. Até mesmo, a maneira ou local onde a pessoa é sepultada poderia facilitar a sua entrada no pós-vida ou paraíso, caso a religião da pessoa ou da família contemplasse isso.

Aliás, o termo sepultamento refere-se, antes de mais nada, a colocar uma pessoa em uma sepultura, adequada a seu tamanho, para que lhe sejam prestadas homenagens. E essa sepultura pode ser tanto aquela cavada no chão, quanto o cinerário, no caso de uma cremação.

Ou seja, embora sepultamento e enterro sejam, comumente ligados, um pode existir sem a presença do outro.

Entretanto, devemos nos lembrar de que, independentemente dos ritos escolhidos para o sepultamento, o velório se mostra como um momento crucial para a família. É nesse momento que vão ocorrer as despedidas e onde tudo o que for possível será feito, para garantir uma despedida digna e um conforto para quem fica.

Qual É o Termo Mais Adequado Entre Sepultamento e Enterro?

Podemos tratar ambos os termos como sinônimos, visto que, geralmente, sepultamento e enterro, andam juntos. Mas, de forma geral, se existe alguma preparação do corpo ou do local adequado para ele, costuma-se optar por dizer sepultamento. A própria palavra indica que houve um trabalho profissional antes da despedida definitiva.

Além disso, o enterro é, apenas, um dos passos do sepultamento sendo, geralmente, o último deles. Além do enterro, o sepultamento pode incluir uma grande variedade de serviços.

Um desses serviços é a tanatopraxia. Nela, diversos procedimentos são utilizados para que o corpo se mantenha mais conservado e com melhor aparência enquanto está sendo velado pela família.

Desde Quando Convivemos Com Sepultamento e Enterro?

Por ser um processo mais elaborado, o sepultamento se desenvolveu muito depois do simples ato de se enterrar uma pessoa falecida.

Já existiam ritos funerários rudimentares em raças humanas, anteriores à nossa, como o já citado homo habilis. Essas populações, que foram as primeiras a desenvolver ferramentas, tinham o costume de enterrar seus mortos de maneira diferente a que enterravam outras coisas.

Cadáveres eram encontrados juntos a caveiras de animais, cuidadosamente organizados. Como é o caso de uma criança sepultada com o crânio de um antílope, sobre seu peito, como que para lhe fornecer uma espécie de proteção, em uma noção primitiva de pós-vida.

Muitas das vezes, na pré-história, o ato de se enterrar uma pessoa era, puramente, prático. Um corpo abaixo da terra, atraía menos animais, visto que isso dificultava o olfato das feras.

E o fogo os afastava mais ainda. Por isso, muitas religiões possuem o elemento em seus ritos funerários, de uma maneira ou de outra. Seja com cremações, incensos ou uma simples iluminação diferenciada.

Surgimento da visitação de túmulos

Entretanto, o ato de se construir um local para visitação posterior é muito mais recente, de cerca de 6 mil anos atrás. Foi nessa época que o ser humano passou a dominar, melhor, a agricultura e a fermentação dos grãos, passando a ser sedentário.

Antes disso, não haviam construções como sepulturas, visto que não podia-se garantir que, um dia, se retornaria ao mesmo local. Na verdade, nenhuma construção duradoura era erguida na época em que o ser humano era nômade.

Com a organização, cada vez mais complexa das religiões, o ato de se sepultar foi, também, ficando mais elaborado. Templos religiosos passaram a ser o local de descanso  das figuras mais importantes; reflexo de tempos onde Estado e Igreja se misturavam. No Brasil, em especial, esses sepultamentos em igrejas seguiram até os anos de 1820.

Esse costume é bastante incomum desde a Idade Média, onde o continente foi acometido pela Peste Negra, que dizimou um terço da população do continente. Com a quantidade absurda de enterros em massa, as igrejas passaram a ficar pequena para o tanto de corpos, que se empilhavam nas ruas.

Atualmente, os sepultamentos são feitos em todo o mundo, das mais diferentes maneiras. No Ocidente, a combinação entre sepultamento e enterro, ainda, é a mais comum. Entretanto, outros ritos, como a cremação, também, são bastante comuns.

Como Se Despedir Adequadamente de Uma Pessoa?

Depois de entender as diferenças entre sepultamento e enterro, você deve estar se perguntando como realizá-los corretamente, certo? Bom, vamos a algumas orientações nesse sentido.

A primeira coisa a se definir e se vai haver enterro ou cremação. É importante que se considere a vontade manifesta pela pessoa ainda viva. Se essa vontade for documentada, as instruções devem ser seguidas à risca.

Parte dessas decisões incluem a escolha do caixão e da sepultura. Que podem ser diferentes, de acordo com o processo, mas não podem ser evitados.

Depois, deve-se planejar o velório. Ele é vital para a família, visto que será a última chance de se despedir da pessoa. Assim como a escolha entre enterro e cremação, a vontade do falecido também deve ser respeitada e ouvida em vida.

Fatores como ornamentação, apresentação do corpo, roupas e maquiagem também devem ser decididas aqui. Outras homenagens, com o auxílio da funerária, também podem se escolhidas aqui.

As diferenças entre os termos sepultamento e enterro são muitas, visto que um termo engloba o outro. E você? Como acha que a despedida de um ente correto se faz mais adequada? Conte nos comentários para nós!

×